terça-feira, 24 de setembro de 2013

Valorização???

O filho termina o segundo grau e não tem vontade de fazer uma faculdade.
O pai, meio mão de ferro, dá um apertão:
- Ahh, não quer estudar? Bem, perfeito. Vadio dentro de casa eu não mantenho, então vai trabalhar.
O velho, que tem muitos amigos, fala com um deles, que fala com outro, até que ele consegue uma audiência com um político que foi seu colega lá na época de escola.
- Rodriguez! Meu velho amigo! Tu te lembra do meu filho?
Pois é, terminou o segundo grau e anda meio à toa, não quer estudar. Será que tu não consegue um emprego pro rapaz não ficar em casa vagabundando?

Depois de 3 dias, Rodriguez liga:
- Zé, já tenho. Assessor na Comissão de Saúde do Congresso, R$ 13.700,00 por mês, prá começar.
- Tu tá loco? O guri recém terminou o colégio, assim não vai querer estudar mais, consegue algo mais abaixo.

Dois dias depois:
- Zé, secretário de um deputado, salário modesto, R$ 9.800,00, tá bom assim?
- Nããão, Rodriguez, algo com um salário menor, eu quero que o guri tenha vontade de estudar depois. Consegue outra coisa.
- Zé, não sei se ele vai aceitar, mas tem um de assessor da câmara, que é só de R$.6.500,00.
- Não, não, ainda é muito, aí que ele não estuda mais mesmo.
- Olha Zé, a única coisa que eu posso conseguir é um carguinho de *ajudante de arquivo*, alguma coisa de informática, mas aí o salário é uma merreca, *R$ 3.800,00 por mês* e nada mais.
- Rodriguez, por favor, alguma coisa de 600,00 a 1.200,00, no máximo.
- Isso é impossível, Zé!
- Mas, por quê?

- PORQUE com este salário aí eu só tenho vaga pra Professor. Aí precisa de curso superior, mestrado, doutorado...
E precisa passar em concurso.

* Seria cômico, se não fosse trágico!
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sábado, 14 de setembro de 2013

Sábio mestre

Há muito tempo atrás, havia um mestre que vivia junto com um grande número de discípulos em um templo arruinado.
Os discípulos sobreviviam através de esmolas e doações conseguidas numa cidade próxima.
Logo, muitos deles começaram a reclamar sobre as péssimas condições em que viviam.
Em resposta, o velho mestre disse um dia: 
- "Nós devemos reformar as paredes do templo. Desde que nós somente ocupamos o nosso tempo estudando e meditando, não há tempo para que possamos trabalhar e arrecadar o dinheiro que precisamos. Assim, eu pensei numa solução simples".
Todos os estudantes se reuniam diante do mestre, ansiosos em ouvir suas palavras. 
O mestre disse: 
- "Cada um de vocês devem ir para a cidade e roubar bens que poderão ser vendidos para a arrecadação de dinheiro. Desta forma, nós seremos capazes de fazer um boa reforma em nosso templo".
Os estudantes ficaram espantados por este tipo de sugestão vir do sábio mestre. 
Mas, desde que todos tinham o maior respeito por ele, não fizeram nenhum protesto.
O mestre disse logo a seguir, de modo bastante severo: 
- "No sentido de não manchar a nossa excelente reputação, por estarmos cometendo atos ilegais e imorais, solicito que cometam o roubo somente quando ninguém estiver olhando. Eu não quero que ninguém seja pego".
Quando o mestre se afastou, os estudantes discutiram o plano entre eles. 
- "É errado roubar", disse um deles,
"Por que nosso mestre nos solicitou para cometermos este ato ?". 
Outro respondeu em seguida: 
- "Isto permitirá que possamos reformar o nosso templo, na qual é uma boa causa". 
Assim, todos concordaram que o mestre era sábio e justo e deveria ter uma razão para fazer tal tipo de requisição. 
Logo, partiram em direção a cidade, prometendo coletivamente que eles não seriam pegos, para não causarem a desgraça para o templo. 
- "Sejam cuidadosos e não deixe que ninguém os veja roubando", incentivavam uns aos outros.
Todos os estudantes, com exceção de um, foram para a cidade.
O sábio mestre se aproximou dele e perguntou-lhe: 
- "Por que você ficou para trás?". 
O garoto respondeu: 
-"Eu não posso seguir as suas instruções para roubar onde ninguém esteja me vendo. Não importa aonde eu vá, eu sempre estarei olhando para mim mesmo. Meus próprios olhos irão me ver roubando". 
O sábio mestre abraçou o garoto com um sorriso de alegria e disse: 
- "Eu somente estava testando a integridade dos meus estudantes e você foi o único que passou no teste!"
Após muitos anos, o garoto se tornou um grande mestre.

Autor desconhecido.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Desvendando o Vale do Paraíba

Que oportunidade ímpar...

Alunos dos 9ºs anos da E. E. Rui Rodrigues Dória em visita ao
MAV - Museu de Antropologia do Vale do Paraíba

 Hoje tive a oportunidade de conhecer o MAV - Museu de Antropologia do Vale do Paraíba. Um lugar mágico e cheio de histórias para contar.
O prédio foi construído durante o o período colonial e era o casarão do Coronel Leitão, traficante de escravos.
Reza a lenda de que ali, sua filha que se apaixonou por um escravo foi emparedada. A tese ganhou força quando na década de 60 o prédio, que abrigava uma escola estadual (a primeira de Jacareí), passava por uma reforma e foi encontrado um crânio e futuramente o restante da ossada.
Aula campal: Lendas do Rio Paraíba
Conhecemos todo o museu e vimos uma exposição vinda de Quirirrim que nos remeteu a vida simples e humilde do campo.
Antes de retornarmos para nossa escola caminhamos até a Capela Nossa Senhora Aparecida e conhecemos mais um pouco da história da cidade e do Rio Paraíba com a professora Sônia numa aula campal. Ali aprendemos mais uma lenda, a do Dragão/Serpente/Jacaré que quando capturado foi dividido vários pedaços e teve cada uma enterrada sob as igrejas da época. Fomos a essa capela, pois acredita-se que ali esteja enterrada a cabeça.
Nossos alunos gostaram muito de conhecer um pouco mais da história do Vale do Rio Paraíba e sobre essas lendas que renderão um ótimo trabalho de iniciação à literatura nos próximos meses. Um projeto que estou desenvolvendo junto à Sônia.
Segue algumas fotos do passeio cultural:




terça-feira, 13 de agosto de 2013

Não tem preço!!!


As vezes a gente começa a se decepcionar com algumas coisas que estão acontecendo em nossas vidas e logo começamos a questionar o porquê de tudo isso estar acontecendo. Nossas ansiedades começam a ser somadas com coisas que até então tínhamos como resolvidas e tudo vira um mar de lembranças e desejos frustados pela descontinuidade, pela pausa, pelo término.
Logo começamos a buscar algo para preencher esse largo espaço deixado e quando tudo parece estar se completando, eis que surge de algum canto alguém que em sua ingenuidade lembra que seu trabalho deixou de ser reconhecido, que ignoraram a grandiosidade de tudo o que se fez e aquele sentimento de impotência começa a tomar conta de ti novamente....
Foi nesse momento que eu resolvi buscar motivos que fizessem ver e sentir tudo de maneira diferente. Foi aí que percebi que tudo fiz até agora valeu e muito a pena. Me fez crescer, me fez ser uma pessoa melhor, me fez o profissional que sou hoje, e mais do que isso, fez com que as pessoas que comigo estiveram crescessem também.
Se levar em conta só que realizamos esse ano, posso citar duas reportagens uma em mídia local e uma em mídia estadual falando de um trabalho em que estive à frente, inclusive já falei sobre eles aqui no blog.
Nosso aluno foi entrevistado pela TV Vanguarda/Filiada da
Globo para falar sobre nosso projeto do Meio Ambiente
Tenho projetos que começaram esse ano e que me aproximaram mais de meus alunos, como uma página nas redes sociais e um blog específico para dicas e atividades. Pude perceber que os alunos estão mais atentos e se dedicando cada vez mais para realizar as atividades.
Não posso deixar de considerar tudo isso. Pois esse é o resultado que sempre busquei como educador que sou. Não busco e muito menos espero ser reconhecido por todos sobre a qualidade de meu trabalho. Faço o que faço pelos alunos e vejo que mesmo sem valorizar hoje, eles estão progredindo e quando encontrá-los futuramente será como muitos que hoje me vêm nas redes sociais dizer o quanto são melhores hoje por uma palavra amiga, por um amparo, por uma lição ensinada por mim.
Receber esse retorno não tem preço!!!


Segue reportagem realizada em nossa escola em que falo sobre o projeto.